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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Corporación Cooperativa Mondragón - MCC: cooperativismo, autogestão e competitividade]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Unicamp Instituto de Geociências Departamento de Política Científica e Tecnológica]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/inov/v2n4/artigo.gif" height="23"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><font size=5><b>Corporaci&oacute;n Cooperativa Mondrag&oacute;n    - MCC: cooperativismo, autogest&atilde;o e competitividade</b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><font size="3">A<small>LESSANDRA DE</small> A<small>ZEVEDO</small>    <i>e</i> L<small>EDA</small> G<small>ITAHY</small></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">&Eacute; poss&iacute;vel unir competitividade e inova&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica com cooperativismo e autogest&atilde;o? A Corporaci&oacute;n    Cooperativa Mondrag&oacute;n - MCC, h&aacute; 50 anos vem demonstrando que esta    uni&atilde;o &eacute; vi&aacute;vel.</font></P>     <P><font size="3">A MCC re&uacute;ne 104 cooperativas e est&aacute; estruturada    em tr&ecirc;s grupos: financeiro, industrial e de distribui&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m de contar com onze centros de pesquisa e desenvolvimento, uma universidade    (com tr&ecirc;s faculdades) e um centro de forma&ccedil;&atilde;o cooperativa    e empresarial . &Eacute; o primeiro grupo empresarial do Pa&iacute;s Basco e    ocupa o s&eacute;timo lugar no ranking das principais empresas espanholas. Em    2004 teve um faturamento de 10,459 bilh&otilde;es de euros, contando com 70.884    trabalhadores, segundo o seu Informativo Anual. Desde sua forma&ccedil;&atilde;o,    em 1956, Mondrag&oacute;n teve como pilares o cooperativismo, a educa&ccedil;&atilde;o    e a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">Sua forma de organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; complexa e interessante    por apresentar uma estrutura como a de uma pir&acirc;mide invertida, sendo o    topo formado por representantes de todas as 104 cooperativas e o v&eacute;rtice,    onde est&aacute; a c&uacute;pula da MCC, com a miss&atilde;o de planejar as    estrat&eacute;gias, a gest&atilde;o corporativa global e desenvolver atividades    de apoio &agrave;s cooperativas. Assim, a independ&ecirc;ncia de gest&atilde;o    das cooperativas &eacute; preservada, o que permite a conviv&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplas    formas de gest&atilde;o e a utiliza&ccedil;&atilde;o de diversas ferramentas    administrativas, sem perder o foco nos princ&iacute;pios do cooperativismo.</font></P>     <P><font size="3">A hist&oacute;ria da MCC pode ser dividida em tr&ecirc;s etapas:    a primeira, que vai de 1955 a 1970, &eacute; marcada pelo surgimento das primeiras    cooperativas e institui&ccedil;&otilde;es de suporte; na segunda, entre as d&eacute;cadas    de 70 a 90, as cooperativas se agrupam por proximidade geogr&aacute;fica; e    a terceira etapa, a partir dos anos 1990, &eacute; quando se forma a corpora&ccedil;&atilde;o    e a reorganiza&ccedil;&atilde;o setorial, voltando-se para o mercado/produto.    Vale destacar que os mecanismos de solidariedade e de intercoopera&ccedil;&atilde;o    estiveram presentes durante toda a hist&oacute;ria da MCC e, em momentos de    crise, possibilitaram um impacto menor na corpora&ccedil;&atilde;o do que no    mercado em geral.</font></P>     <P><font size="3">Entre 1955-1970 surgem 41 cooperativas e tr&ecirc;s institui&ccedil;&otilde;es    de suporte, que trazem solu&ccedil;&otilde;es para os problemas encontrados,    tais como falta de cr&eacute;dito para financiamentos, perda dos direitos trabalhistas,    necessidade de pagamento de <i>royalties</i> e limita&ccedil;&otilde;es de exporta&ccedil;&atilde;o    dos produtos fabricados pelas cooperativas, impostas pelas licenciadoras. </font></P>     <P><font size="3">Para a falta de cr&eacute;dito, foi criada a Caja Laboral, com    o objetivo de promover a capta&ccedil;&atilde;o de poupan&ccedil;a popular (cooperativas    e cooperados) e canalizar esses recursos para o desenvolvimento cooperativo.    Para compensar a perda dos direitos trabalhistas foi criada a Lagun-Aro, respons&aacute;vel    pela previd&ecirc;ncia social. Quanto ao pagamento de <i>royalties</i>, foram    criados departamentos de P&amp;D nas cooperativas, para desenvolver capacita&ccedil;&atilde;o    interna e oferecer ao mercado produtos pr&oacute;prios. A partir de 1962 a Escola    Profissional, passa a se chamar Escola Polit&eacute;cnica, amplia a oferta de    cursos (mec&acirc;nica, eletricidade, fundi&ccedil;&atilde;o, moldes e automa&ccedil;&atilde;o)    e oferece o suporte te&oacute;rico necess&aacute;rio para a aprendizagem da    tecnologia licenciada e o desenvolvimento de tecnologia pr&oacute;pria. </font></P>     <P><font size="3">A segunda fase (1970-1990) &eacute; marcada pela continuidade    do crescimento do n&uacute;mero de cooperativas, das vendas e do n&uacute;mero    de postos de trabalho, al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios    centros de P&amp;D. Por&eacute;m, na d&eacute;cada de 80, a inser&ccedil;&atilde;o    da Espanha no Mercado Comum Europeu e a globaliza&ccedil;&atilde;o provocam    uma crise geral na economia do pa&iacute;s, que obriga as cooperativas a mudarem    suas estrat&eacute;gias de produ&ccedil;&atilde;o e de mercado para sobreviver.</font></P>     <P><font size="3">Nessa etapa h&aacute; um esfor&ccedil;o de se criar uma organiza&ccedil;&atilde;o    mais estruturada, visando o desenvolvimento de espa&ccedil;os e mecanismos comuns    que assegurassem tanto a independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica como a tecnol&oacute;gica    das cooperativas. Gradativamente os agrupamentos por proximidade geogr&aacute;fica    s&atilde;o substitu&iacute;dos por novas formas de organiza&ccedil;&atilde;o.    Al&eacute;m disso, um conjunto de pol&iacute;ticas foi implementado: capitaliza&ccedil;&atilde;o    de resultados, flexibiliza&ccedil;&atilde;o de calend&aacute;rio, transfer&ecirc;ncia    de s&oacute;cios, redistribui&ccedil;&atilde;o e recomposi&ccedil;&atilde;o    financeira <SUP>(1)</SUP>.</font></P>     <P><font size="3">Nesse per&iacute;odo s&atilde;o criadas cooperativas de suporte    tecnol&oacute;gico e organizacional, tais como o Centro de Investigaci&oacute;n    - Ikerlan, a Escuela Polit&eacute;cnica Txorierri, o Centro de Forma&ccedil;&atilde;o    em Administra&ccedil;&atilde;o e Dire&ccedil;&atilde;o de Empresas - Eteo, o    Centro de Formaci&oacute;n - Otalora. As cooperativas industriais, independentemente    dos centros de apoio, criaram seus pr&oacute;prios departamentos internos de    P&amp;D.</font></P>     <P><font size="3">A terceira fase (1990 at&eacute; hoje) se caracteriza pelo processo    de evolu&ccedil;&atilde;o organizacional que transformou o grupo de cooperativas    Mondrag&oacute;n em uma corpora&ccedil;&atilde;o: Mondrag&oacute;n Corporaci&oacute;n    Cooperativa - MCC<a name="tx"></a><sup>(</sup><a href="#nt"><sup>*</sup></a><sup>)</sup>.    </font></P>     <P><font size="3">As raz&otilde;es apresentadas para criar Mondrag&oacute;n Corporaci&oacute;n    Cooperativa foram: 1) ter maior poder de penetra&ccedil;&atilde;o no mercado    e aumentar a sinergia entre as empresas; 2) reduzir o custo do capital e aumentar    a possibilidade de financiar e desenvolver atividades empresariais o que individualmente    n&atilde;o seria vi&aacute;vel; 3) gerar mais riqueza e desenvolvimento tecnol&oacute;gico,    melhorar a efici&ecirc;ncia e a compet&ecirc;ncia, em acordo com os princ&iacute;pios    b&aacute;sicos do cooperativismo: solidariedade, intercoopera&ccedil;&atilde;o    e transforma&ccedil;&atilde;o social; 4) tornar importante estrategicamente    a diversifica&ccedil;&atilde;o de produto nos agrupamentos setoriais, para a    realiza&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es horizontais e verticais <SUP>(2)</SUP>.    </font></P>     <P><font size="3">Os fundos geridos pela Caja Laboral e os demais criados para    responder &agrave;s necessidades de financiamento e desenvolvimento das cooperativas    s&atilde;o geridos por duas entidades jur&iacute;dicas pertencentes &agrave;    MCC, que d&atilde;o cobertura institucional e canalizam os recursos: MCC Inversiones    e a Fundaci&oacute;n MCC. Atualmente existem na MCC cinco fundos intercooperativos.    Segundo a Memoria de Sostenibilidad 2003 os fundos intercooperativos s&atilde;o    uma resposta solid&aacute;ria das cooperativas que comp&otilde;em a MCC em prol    do desenvolvimento conjunto de todas as cooperativas.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3">A sinergia entre as cooperativas foi estimulada desde o in&iacute;cio    da experi&ecirc;ncia e hoje existe uma estrutura consolidada de solidariedade    financeira, na qual a forma&ccedil;&atilde;o de diversos fundos possibilita    o apoio &agrave;s cooperativas em per&iacute;odos de crise. J&aacute; as sinergias    tecnol&oacute;gicas e de mercado v&ecirc;m solicitando maior aten&ccedil;&atilde;o    devido &agrave; import&acirc;ncia competitiva que adquiriram nas &uacute;ltimas    duas d&eacute;cadas. Em 2004 foi aprovado um plano de ci&ecirc;ncia e tecnologia    que visa fortalecer tanto o desenvolvimento tecnol&oacute;gico quanto as vendas    conjuntas.</font></P>     <P><font size="3">Manter o equil&iacute;brio entre solidariedade e competitividade    &eacute; o grande desafio di&aacute;rio, pois implica na articula&ccedil;&atilde;o    de m&uacute;ltiplos atores e interesses, atrav&eacute;s de formas democr&aacute;ticas    de gest&atilde;o. O importante fator de competitividade do grupo atualmente    &eacute; que a MCC n&atilde;o est&aacute; interligada somente pela participa&ccedil;&atilde;o    financeira, e sim por um acordo entre as partes para administrar as cooperativas    com um modelo de gest&atilde;o que transcende a capacidade individual de cada    cooperativa e promove a efici&ecirc;ncia coletiva. Com esse arranjo organizacional    em constante mudan&ccedil;a, as cooperativas buscam ser competitivas de diversas    maneiras. Vale destacar a import&acirc;ncia dada &agrave; inova&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica, a preocupa&ccedil;&atilde;o com a produtividade e a qualidade    dos produtos e, principalmente, de seus recursos humanos. Esse modelo, extremamente    criativo, de autogest&atilde;o e de intercoopera&ccedil;&atilde;o transformou    a MCC no s&eacute;timo grupo empresarial da Espanha e suas cooperativas anualmente    ganham v&aacute;rios pr&ecirc;mios de reconhecimento de efici&ecirc;ncia empresarial.    A experi&ecirc;ncia da MCC demonstra que &eacute; poss&iacute;vel combinar autogest&atilde;o    e solidariedade e manter-se competitivo em um mercado globalizado.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>Alessandra Azevedo</b> <i>&eacute; doutoranda do Departamento    de Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica do Instituto de Geoci&ecirc;ncias,    da Unicamp.</i></font></P>     <P><font size="3"><b>Leda Gitahy</b> <i>&eacute; professora do Departamento de    Pol&iacute;tica Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica do Instituto de Geoci&ecirc;ncias,    da Unicamp.</i></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3"><b>NOTA</b></font></P>     <P><font size="3"><a name="nt"></a><a href="#tx">*</a>) O nome se justifica assim:Mondrag&oacute;n    identifica a origem da experi&ecirc;ncia e tem reconhecimento internacional    como programa de movimento cooperativista. Corpora&ccedil;&atilde;o identifica    uma entidade diversificada em seus componentes operando sobre uma unidade de    dire&ccedil;&atilde;o e permite a utiliza&ccedil;&atilde;o do termo "grupo".    Cooperativa incorpora valores universais de solidariedade, democracia e autogest&atilde;o.    (Comp&ecirc;ndio de normas em vigor no congresso de MCC, 1995)</font></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <P><font size="3"><b>1) Azevedo A, Gitahy L.</b> "&Eacute; poss&iacute;vel cooperativas    serem competitivas? O caso da Corporaci&oacute;n Cooperativa Mondrag&oacute;n    - MCC mostra que sim". VI Jornadas Latinoamericanas de Estudios Sociales de    la Ciencia y la Tecnolog&iacute;a, VI Esocite, em Bogot&aacute;/ Colombia, 2006.</font></P>     <P><font size="3"><b>2) Bakaikoa, Balenren et all. </b>Mondrag&oacute;n Corporaci&oacute;n    Cooperativa-MCC, Grupos empresariales de la economia social en Espa&ntilde;a.    Ciriec, 1999.</font></P>     <P><font size="3">Informe Anual MCC, Modrag&oacute;n, 2004.</font></P>      ]]></body>

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